O tratamento adequado dos resíduos sólidos é um dos fatores prioritários para as administrações municipais preservarem o meio ambiente. Mas recolher o lixo de porta em porta e destina-los ao aterro sanitário não é a única medida para que isso aconteça. Existem lixos gerados de diversas fontes, como os resíduos da construção civil, o lixo doméstico e os resíduos de serviços de saúde, que devem ter medidas específicas para que não contaminem o meio ambiente nem ponha em risco a saúde da população.

Pois é, quero falar hoje dos Resíduos de Serviços de Saúde (RSS). Esse tipo de lixo deve ser gerenciado por pessoas capacitadas, pelo óbvio motivo de que eles vêm de locais de tratamento de doenças, que são muito suscetíveis a vírus, bactérias, e toda sorte de descarte médico que põe nossa saúde em risco. Para esclarecer sobre a importância do tratamento e destinação dos RSS dentro das normas de segurança, visitei a página do especialista em resíduos sólidos, o engenheiro sanitarista Hiram Sartori.

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Hiram Sartori explica que os RSS são os resíduos gerados por todos os serviços relacionados à saúde humana ou animal, inclusive laboratórios, necrotérios, drogarias, estabelecimentos de ensino e pesquisa na área de saúde, unidades móveis de atendimento à saúde, serviços de tatuagem, entre outros.

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O termo substitui a antiga expressão “lixo hospitalar”, porque este último incluía todo o lixo destes estabelecimentos, incluindo restos alimentares, papéis de escritório, embalagens e outros resíduos que não precisam de tratamento diferenciado e acabava aumentando os gastos com transporte e tratamento próprios de resíduos contaminados.

Uma coisa é clara nas instruções de Sartori para um bom gerenciamento dos RSS: os profissionais que atuam na área de saúde devem estar capacitados para tomar certos cuidados com os resíduos que produzem.

É importante reduzir sua produção e dar atenção às exigências que cada resíduo precisa atender para que seja encaminhado com segurança para o meio ambiente e a população. Para isso existe o Plano de Gerenciamento de Resíduos de Saúde que regula o gerenciamento dos RSS a partir de bases científicas, técnicas, normativas e legais.

A responsabilidade como agente minimizador com o resíduo é do seu gerador, seja indivíduo ou setor. Esse processo é extrema importância para que os resíduos biológicos e químicos não contaminem os resíduos comuns.

Todas as etapas do processo devem ser feitas com extremo rigor. Isso significa que a classificação dos resíduos de acordo com seu risco ao meio ambiente e à população devem seguir as normas especificadas no PGRS, que divide resíduos por risco entre biológicos, químicos, radioativos, comuns e constituídos por perfurocortantes ou escarificantes.

Depois da separação os resíduos são acondicionados em recipientes apropriados, que suportem o tipo de material sem danificação. Em seguida eles serão coletados e transportados até o local de armazenamento final, onde é feita a coleta externa mais tarde e levados para um abrigo construído especialmente para isso.

Os resíduos passam por tratamento específico para o seu tipo de contaminação. Por exemplo, os resíduos biológicos passam pela incineração, onde acontece a redução do seu volume e onde são transformados em escórias e cinzas, que podem ser destinadas a aterros sanitários sem riscos. Já os resíduos químicos são armazenados em abrigos para resíduos perigosos, devidamente identificados e separados, onde passam por tratamentos específicos de neutralização ou inativação, até que possam ser reciclados para outros fins.

É muito interessante analisar o percurso que os resíduos de serviço de saúde passa, os cuidados que são tomados e a importância de normas a serem cumpridas. O bom gerenciamento dos resíduos é essencial para nossa saúde e do meio ambiente.

Fonte: medium.com/@hiramsartori

Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde